terça-feira, 9 de julho de 2013

ONDE LEVAR A GATA NO PRIMEIRO ENCONTRO.




Sem sombra de dúvida, um dos principais dilemas masculinos é saber escolher o lugar legal para levar a garota que você começou a pegar. Nessas horas, a cobrança por não errar é semelhante a um penalty decisivo em final de campeonato, onde a escolha errada pode resultar na volta para casa solitário, cabisbaixo e completamente frustrado.



Além da responsabilidade de agradar a parceira, é neste momento que elas botam a prova seu gosto e sensibilidade. Todo cuidado é pouco na hora de eleger o cenário para a noite. Ao menos que você queira fazer do primeiro o último encontro, a melhor coisa é fugir daquele boteco pé sujo em que assiste a futebol com os seus camaradas ou de restaurantes rodízios onde você está acostumado a encher o pandú e sair carregado.

Para te ajudar na escolha e evitar o mínimo de gafes possíveis, recorremos à opinião das mulheres e montamos uma seleção de tipos de lugares que combinam com a personalidade dela e ocasião, mostrando os pontos que você ganha e as chances de esticar a noite, de 1 a 5. Com a escolha certa, você vai ficar mais à vontade para explorar o seu lado Don Juan.

 10 Regras básicas masculinas para um encontro

Elogie-a durante a noite
Preste atenção nela e no que ela fala
Não fale de planos para o futuro e filhos, é somente o primeiro encontro
Não force a barra para o after, ela te dará sinais de que quer esticar a noite
Cuidado com a bebida, a meta é deixa-la solta, não fazer você ser arrastado
Seja cavalheiro o encontro todo, isso aumentará seus pontos para esticar a noite
Para evitar surpresas no pagamento, certifique-se que o crédito do seu cartão está em dia
Mesmo se ela insistir em pagar a conta, isso não passa de um blefe. É você quem deve assumir o custo
Ligue no dia seguinte ou pelo menos mande uma mensagem para saber como chegou em casa ou se ela dormiu bem (na melhor das hipóteses
Na hora de receber a conta, Não faça cara de “PUTA QUE O PARIU!!! TUDO ISSO???”. Abra rapidamente para ver se está tudo certo e não esboce espanto com o valor

Balada
Encontro a dois e baladas são coisas que não combinam. Os espaços extremamente movimentados dispersam a atenção e, com a concorrência do local, existe a possibilidade dela ainda se engraçar por outra pessoa. Isso sem contar nos bêbados e pitboys que costumam arrumar confusão com você só por estarem a fim da sua garota ou acharem que você está afim das deles. Imagina se você ainda encontra alguma ex no meio da pista?
Pontos conquistas: 1
Chance de esticar a noite: 2 (se ela for será pelo teor alcoólico, não pela escolha do lugar)

Barzinho
Se a ideia é dar um tom descontraído e leve ao encontro, os bares podem ser a melhor opção. Deixe de lado o pé-sujo que frequenta com os amigos e escolha aqueles com cara de boteco-chique. O bom desses lugares são as amplas cartas de bebidas, que quebra o gelo mais facilmente e deixam-nas mais altas. Se ela curtir música, vale também os pubs ou espaços com pista de dança, onde você pode mesclar conversas na mesa e ainda chamá-la para bailar.
Pontos conquistas: 3
Chance de esticar a noite: 3,5 (use seu poder de persuasão)

Hamburgueria
Cara, ao menos que você conserve espinhas na cara, não tenha carteira de habilitação e ainda recorra à mesada dos pais, essa é uma opção que nem tenha que ser cogitada. As mulheres não acham nada romântico e isso só vai mostrar sua imaturidade. Se insistir, a probabilidade de você dormir sozinho é de quase 100%.
Pontos conquistas: -1
Chance de esticar a noite: 1 (só se ela for muito bróder)

Italiano
Dica preferida para quem quiser dar um ar romântico ao encontro. Os pratos, se consumidos com parcimônia, têm como base o carboidrato, de rápida digestão e bom para quem quer emendar atividades aeróbicas depois – espero que esteja me entendendo. Veja se ela entende de vinhos, se positivo, consulte o restaurante antes para não escolher qualquer coisa. Os garçons costumam a indicar bons rótulos – e caros também, cuidado -, e normalmente a opção da casa guarda o melhor custo-benefício. O importante aqui é comer com moderação, para não deixar a garota na mão mais tarde.
Pontos conquistas: 5
Chance de esticar a noite: 4,5 (use somente se a pegada do encontro for romântica)



Mexicano
Não estou falando de fast food mexicano e sim daqueles restaurantes/barzinhos com uma pegada bem cucaracha. Eles dão um tom mais informal ao encontro e, se usados da maneira certa, pode encurtar o caminho para o after. Isso porque a tequila, além de ser a melhor amiga das mulheres, é considerada a bebida que mais faz elas “abrirem as pernas”. Mas, antes de chegar aos finalmentes, é preciso tomar cuidado com algumas coisas. A comida é forte e apimentada e pode ocasionar desarranjos intestinais. Não carregue na pimenta, só peça aquilo que realmente sabe o que é ou já tenha experimentado antes. No caso das tequilas e margaritas, não deixa a gata tomar em excesso. Caso contrário, ao invés de levá-la ao motel, vai ter que acompanhá-la no ambulatório.
Pontos conquistas: 3,5
Chance de esticar a noite: 4,5 (não carregue na pimenta)

Japonês
Conhecendo o gosto da garota de antemão, esta opção pode te dar muitos pontos na conquista. A dica é escolher um ambiente legal, com decoração bem temática e que tenha boas indicações na cozinha. Lembre que você não está naquela competição de temaki com os amigos e não peça um rodízio, pois além de ser deselegante para o primeiro encontro, vai ter prejuízo, pois como é de costume, ela mal vai tocar na comida. Para deixa-la mais solta, escolha um que tenha uma boa carta de saquês, por a bebida é leve e boa para as mulheres se embriagarem.
Pontos conquistas: 4
Chance de esticar a noite: 3 (invista no saquê)

Francês ou restaurantes com culinária contemporânea
Se você tem experiência com esse tipo de comida ou já frequenta os restaurantes, pode escolher sem medo de ser feliz. Elas se sentirão extremamente apaixonadas no encontro e sentirão necessidade de te recompensar de alguma forma. Caso contrário, pode ser uma cilada. A culinária não tem muito bem definida o que é doce ou salgado, os pratos são pra lá de exóticos e a possibilidade de você não fazer boas escolhas e azedar o encontro é grande. Se ainda quiser arriscar, pegue dicas com amigos, veja as opções do cardápio antes do encontro e decore os pratos ‘aceitáveis’. Durante a noite, demonstre confiança ao pedir e faça pose blasé ao ser elogiado pela garota com as escolhas. Isso te dará muitos pontos na conquista.
Pontos conquistas: 4,5
Chance de esticar a noite: 4 (se ela for, vai ser mérito da sua escolha e não desculpa da embriaguez)

Tailandesa, Chinesa e outras culinárias exóticas
Ao menos que você conheça muito bem esses tipos de gastronomia e saiba que ela é muito fã dessas, são as últimas opções a considerar. Os pratos aqui são exóticos por demais, não tem glamour, você não se sentirá confortável e a garota muito menos ainda. Se der certo o jantar, ainda existe a possibilidade do after não acontecer devido ao tempero forte dos pratos.
Pontos conquistas: 2

Chance de esticar a noite: 2 (chances enormes de entrar em uma cilada)

O QUE É SÍNDROME DO PÂNICO.











O que é Síndrome do Pânico ?

A Síndrome do Pânico é um transtorno psicológico caracterizada pela ocorrência de inesperados ataques de pânico e por uma expectativa ansiosa sobre a possibilidade de ter novos ataques.

Os ataques de pânico - ou crises de pânico - consistem em períodos de intensa ansiedade, geralmente com início súbito e acompanhados por uma sensação de catástrofe iminente.

Há crises de pânico mais completas e outras menores, com poucos sintomas. As crises de pânico apresentam pelo menos quatro destes sintomas:

Taquicardia, dificuldade de respirar, formigamento, vertigem, tontura, dor ou desconforto no peito, boca seca, tremores, náuseas, desconforto abdominal, perda do foco visual, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminência da morte.



A frequência das crises varia de pessoa para pessoa e a duração é variável, podendo ir de alguns minutos até algumas horas. Neste estado a pessoa costuma apresentar alguns pensamentos catastróficos como o de que está perdendo o controle, que vai desmaiar, que está enlouquecendo ou que vai morrer.



Geralmente as crises de pânico se iniciam a partir de um susto em relação a alguma sensação do corpo. As sensações disparadoras podem ser variadas, desde uma alteração nos batimentos cardíacos, uma sensação de perda de equilíbrio, tontura, falta de ar, alguma palpitação diferente ou um tremor, por exemplo.

A partir deste susto inicial, surge na mente da pessoa uma série de "pensamentos ruins", com interpretações catastróficas sobre o que está ocorrendo, produzindo um movimento crescente de ansiedade que leva a pessoa a um estado de desespero e pânico.

No período entre as crises a pessoa costuma apresentar sintomas de ansiedade antecipatória.

Ansiedade Antecipatória

Uma das características da Síndrome do Pânico é a pessoa viver com muita ansiedade, na expectativa constante de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de actividades.

Podem ocorrer reacções fóbicas secundárias, geralmente relacionadas às situações nas quais a pessoa teve as primeiras crises (no elevador, dirigindo, passando por um determinado lugar, etc). A partir daí, a pessoa passa a associar essas situações às crises. Com o tempo, os sintomas do Pânico tendem a ocorrer em outras situações também, mas é muito comum a pessoa continuar a temer situações específicas, que acentuariam o estado de ansiedade, desencadeando novas crises.

Há uma classificação diagnostica de Síndrome do Pânico com e sem agorafobia. A agorafobia é um estado de ansiedade relacionado a estar em locais ou situações onde escapar ou obter ajuda poderia ser difícil, caso a pessoa tivesse um ataque de pânico. Pode incluir várias situações como estar sozinho, estar no meio de multidão, estar preso no trânsito, dentro do metro, estar parado sobre um viaduto, etc.

Frequentemente a pessoa precisa de alguém para acompanha-la e se sentir mais segura e acaba elegendo alguém como companhia preferencial. Este factor é muito importante para se compreender a dinâmica psicológica da Síndrome do Pânico.

O Surgimento da Classificação Diagnostica

A primeira classificação diagnostica oficial de Síndrome do Pânico ocorreu em 1980, com a publicação, pela Associação Americana de Psiquiatria, do DSM III (Diagnostic and Statistical of Mental Disorders, 3rd Edition), actualmente em sua quarta edição (DSM IV).

A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) estando presente na Classificação Internacional de Doenças (CID 10).

A Síndrome do Pânico faz parte dos denominados transtornos de ansiedade juntamente com as fobias (fobia simples e fobia social), o stress pós-traumático, o transtorno obsessivo-compulsivo e a ansiedade generalizada.

Enquanto nas Fobias a pessoa teme uma situação ou um objeto específico fora dela, como por exemplo, fobia de altura ou fobia de lugares fechados, no Pânico a pessoa teme o que ocorre no seu próprio corpo; é para essas reacções que se volta a atenção, como deflagradores das crises de Pânico.

QUESTÕES ESSENCIAIS

O Medo das Sensações do Corpo

A pessoa com pânico vive um profundo estranhamento em relação às suas sensações corporais, seu corpo é vivido como uma fonte constante de ameaça. A pessoa faz constantes interpretações equivocadas e catastróficas de suas sensações corporais, achando que vai ter um ataque cardíaco, que está doente, que vai morrer, etc. Há uma profunda falta de confiança no funcionamento do organismo e nas sensações que dele derivam. As crises muitas vezes se iniciam a partir de um susto em relação às sensações do próprio corpo.

A pessoa com Síndrome do Pânico vive ansiosamente o que poderia ser vivido como sentimentos diferenciados. Numa situação que poderia despertar alegria, a pessoa se sente ansiosa; numa situação que provocaria raiva ela também se sente ansiosa. Qualquer reacção interna ou sentimento mais intenso tende a despertar ansiedade.

Atenção sem Foco

A ansiedade é a emoção típica da expectativa de perigo, ela ocorre quando a pessoa se projecta numa situação futura sentida como ameaçadora: eu vou... isto vai acontecer comigo... Se a pessoa conseguir focar na situação presente, a ansiedade diminui. A pessoa com pânico vive tomada por graus variados de ansiedade e tem dificuldade de se sentir presente inteira no momento presente, vivendo como prisioneira do futuro.

O estado de ansiedade leva a automatismos no processo de atenção, que passa a se deslocar constantemente para o próprio corpo, monitorando qualquer sensação que possa indicar que algo está errado.A consciência é tomada por preocupações, pensamentos catastróficos e ruminações, com pouco domínio sobre o fluxo do pensamento. O enfraquecimento desta capacidade de controle voluntário da atenção está relacionado à dificuldade de concentração frequentemente relatada pelas pessoas com Pânico.

Aumentar a capacidade de controle sobre o foco de atenção e a capacidade de presentificação são pontos fundamentais do tratamento para diminuir a ansiedade.

Os Dois Processos de Regulação Emocional

O ser humano dispõe de dois processos básicos de regulação emocional: auto-regulação e regulação pelo vínculo.

Através do processo de auto-regulação emocional podemos regular o nosso próprio estado interno, nos acalmando, nos contendo, nos motivando, etc. Através do processo de regulação pelos vínculos, podemos influenciar reciprocamente a fisiologia e os afectos um do outro e assim podemos nos acalmar e nos regular nos relacionamentos com pessoas de confiança. Os dois processos são normais, necessários e importantes ao longo de toda a vida.

Nas pessoas que desenvolvem Síndrome do Pânico encontramos problemas nestes dois processos, tanto uma precária capacidade de auto-regulação como uma fragilidade nos processos de regulação pelos vínculos.

Tomada pela ansiedade nas crises, mas também num grau menor no período entre as crises, a pessoa com pânico não sabe como apagar o fogo que arde dentro de si . Daí a importância de desenvolver bem os processos de auto-regulação e de regulação pelo vínculo.


A Capacidade de Auto-Regulação

A qualidade da relação com a própria excitação interna começa a se moldar nas experiências precoces de vida. Inicialmente a mãe ajuda a regular o corpo da criança até que o corpo um pouco mais maduro possa se auto-regular. Observa-se que nas pessoas com Síndrome do Pânico esta função não está bem desenvolvida e a pessoa sente-se facilmente ansiosa e vulnerável frente as reacções que dominam o seu corpo.

É comum, por exemplo, as pessoas com Pânico terem tido mães emocionalmente hiper-reativas, que ao invés de acalmarem a criança, a deixavam mais assustada a cada pequeno incidente que acontecia, como um tropeção, um resfriado ou um simples machucado.

Diversas experiências de vida podem dificultar o desenvolvimento da capacidade de auto-regulação, levando a pessoa a sentir-se impotente frente às próprias reacções internas e assim tornando-se mais vulnerável a desenvolver futuramente transtornos ansiosos como a Síndrome do Pânico.

Muitas pessoas com Pânico costumam solicitar a presença constante de alguém para que se sintam mais seguras. Buscam compensar a sua dificuldade de auto-regulação através de uma precária regulação pelo vínculo.

Níveis de Vínculo: Contacto e Conexão

Quando duas pessoas estão conversando, elas estão em contacto, mas não necessariamente em conexão. Contacto é uma interacção de presença, que pode ser superficial, enquanto conexão é uma ligação profunda que ocorre mesmo quando as pessoas estão distantes. Duas pessoas podem estar em contacto, conversando, mas com baixíssima conexão, como numa situação social formal. Por outro lado, duas pessoas podem estar distantes, e, portanto sem contacto, mas se sentirem conectadas.

Esta distinção entre contacto e conexão é muito importante para compreender o que ocorre na situação que produz as crises de pânico. Quando tem uma crise de pânico, a pessoa perde a conexão com os outros . A desconexão é um dos factores importantes para desencadear uma crise de pânico.

As pessoas com pânico geralmente conhecem as sensações de estar "ausente", meio fora da realidade, se sentindo distante mesmo de quem está ao lado.

Regulação pelo Vínculo

Muitas pessoas relatam que quando estão juntas de alguém querido, confiável, tendem a não ter crises de Pânico. Porém, isto é verdadeiro somente enquanto elas se sentem conectadas com esta pessoa. Quando a outra pessoa está ao lado, portanto em contato, mas sem conexão emocional , a crise de Pânico pode se instalar do mesmo modo.

A conexão com o outro pode prevenir as crises por oferecer certa proteção vincular, a garantia de um vínculo que protege contra a sensação de desamparo, que desencadearia a crise.

A outra pessoa funciona como um "assegurador do funcionamento normal do corpo" da pessoa com pânico. Na ausência da conexão com o outro, o corpo poderia se desregular e a sensação de pânico, eclodir.

A regulação pelos vínculos ocorre, por exemplo, quando a mãe acalma a criança assustada, pegando-a no colo, dirigindo-lhe palavras num tom de voz sereno, ajudando deste modo a diminuir a ansiedade e a agitação do corpo da criança. Este processo envolve o estabelecimento de um vínculo com uma comunicação profunda de estados emocionais. Demanda conexão e não apenas contacto.

Geralmente as pessoas que desenvolvem Pânico tiveram experiências vinculares traumáticas, que podem envolver perdas, rompimentos, traições ou abandono. Estes traumas prejudicaram a capacidade da pessoa estabelecer e manter conexões emocionais profundas, factor essencial para a regulação emocional pelo vínculo.

Assim a pessoa pode algumas vezes se sentir protegida com a presença de alguém de sua confiança, mas acaba voltando ao estado de vulnerabilidade tão logo esta pessoa se afaste. Há uma precariedade na conexão vincular que torna-se inconstante e não se mantém com o afastamento.

O Desamparo

Há uma relação significativa entre o Pânico e as crises de ansiedade disparadas pelas situações de separação na infância. Uma boa parte das pessoas que desenvolvem Síndrome do Pânico não conseguiu construir uma referência interna do outro (inicialmente a mãe) que lhe propiciasse segurança e estabilidade emocional. Esta falta de confiança pode trazer, em momentos críticos, vivências profundas de solidão, desespero, desconexão e desamparo, disparando crises de pânico.

A experiência do Pânico é muito próxima do desespero atávico de uma criança pequena que se sente sozinha, uma experiência limite de sofrimento intenso, de sentir-se exposta ao devir, frágil, desprotegida, sob o risco do aniquilamento e da morte.

As pessoas com Síndrome do Pânico sofrem com uma falta de conexão básica, falta de conexão e confiança nos vínculos e falta de conexão e confiança no corpo, o que leva a uma vivência insegura, com experiências de vulnerabilidade e desamparo.

No tratamento precisamos ajudar a pessoa a desenvolver a capacidade de auto-regulação e fortalecer a sua capacidade de regulação pelo vínculo para superar os estados de desamparo.


O TRATAMENTO

Objectivos Principais

Há algumas directrizes importantes para o tratamento da Síndrome do Pânico:

1 - Compreender o que é a Síndrome do Pânico, assumindo a atitude certa para lidar com a ansiedade e as crises.

Os sintomas do pânico são intoleráveis enquanto não compreendidos. A compreensão das reacções de ansiedade, do funcionamento das crises e dos pensamentos catastróficos permite a criação de uma atitude construtiva, superando o medo, o pavor e a confusão que acabam produzindo mais pânico.

2 - Desenvolver a capacidade de auto-regulação.

Desenvolvendo a capacidade de auto-regulação a pessoa aprende a influenciar os seus estados internos, diminuindo a incidência das crises e regulando os níveis de ansiedade, o que diminui sua vulnerabilidade à novas crises. Este processo é possível pelo aprendizado de técnicas de auto-gerenciamento.

Utilizamos um amplo repertório de técnicas de auto-gerenciamento que incluem trabalhos respiratórios, técnicas de direccionamento da atenção, fortalecimento da capacidade de concentração, técnicas visuais variadas (convergência binocular focal, percepção de campo, entre outras), técnicas de reorganização do tônus muscular, reorganização da forma somática, etc.

Estas técnicas de auto-gerenciamento ensinam à pessoa como influir sobre os seus estados internos, desenvolvendo a capacidade de auto-regulação.

Através do manejo voluntário dos padrões somático-emocionais que mantém o estado de pânico pré-organizado, podemos reorganizar e transformar estes padrões que mantém o gatilho do pânico armado, pronto para disparar novas crises.

Estas técnicas têm uma forte eficácia ao influenciar, por ação reversa, os centros cerebrais que desencadeiam as respostas de pânico, diminuindo o nível de ansiedade e a intensidade das crises.

3 - Modificar a relação com as sensações do próprio corpo.

Para ajudar na integração das sensações corporais - tão temidas pelas pessoas com pânico - utilizamos técnicas de auto-observação, com atenção dirigida e resignificação das sensações corporais. Exploramos as correlações entre as posturas somáticas e os estados psicológicos. Estes recursos ajudam na familiarização com as sensações do corpo, favorecendo a intimidade com a linguagem somática que acompanha a vida emocional.

4 - Desenvolver a capacidade de regulação emocional através dos vínculos.

Restabelecer a capacidade de se regular pelo vínculo envolve desenvolver a capacidade da pessoa estabelecer e sustentar conexões profundas e vínculos de confiança. Este processo vai permitir que a pessoa supere o desamparo que a mantém vulnerável às crises de Pânico.

Neste processo revemos a história de vida de relacionamentos, incluindo os traumas emocionais que possam ter comprometido a confiança e a potência vincular. Buscamos ajudar na reorganização dos padrões vinculares em direção a relações mais estáveis que possam permitir criar uma rede de vínculos e conexões mais profundas e estáveis, essenciais para a proteção das crises de Pânico.

5 - Elaborar outros processos psicológicos actuantes.

Abordamos os factores desencadeantes em diferentes níveis. Fazemos um levantamento dos factores stressantes que estavam presentes quando a Síndrome do Pânico começou, onde poderiam contribuir, por exemplo, ambientes e eventos stressantes.

Mapeamos possíveis crises existenciais e transições - mudanças de fases da vida, crises em relacionamentos, crises profissionais, etc - fatores que poderiam estar contribuindo para a emergência do pânico.

Num nível mais profundo buscamos investigar e trabalhar as memórias de experiências de vulnerabilidade - traumas - que poderiam estar se reeditando nas experiências actuais de pânico. Este processo envolve trabalhar com memórias implícitas , memórias emocionais não conscientes, relacionados à traumas da primeira infância ou mesmo traumas posteriores intensos. Estas memórias não conscientes continuam a agir ao longo da vida, produzindo grandes sofrimentos psicológicos. O acesso a estas memórias implícitas é possível pela atenção à comunicação não verbal - memória motora - e pela análise cuidadosa por parte do psicólogo, dos sentimentos que emergem no campo da relação terapêutica. É fundamental poder identificar e integrar estes diversos níveis de afectos não elaborados, pois eles originam estados internos de vulnerabilidade e desamparo que levam a pessoa ao Pânico.

Os melhores resultados são obtidos por um tratamento que contemple todos estes objetivos: a compreensão da resposta de pânico, o desenvolvimento da capacidade de auto-regulação, a modificação da relação da pessoa com o próprio corpo, desenvolvimento da capacidade de regulação pelo vínculo e a elaboração dos processos psicológicos que levaram ao Pânico.

Uma combinação destes objetivos é a melhor solução para um tratamento eficaz da Síndrome do Pânico.

Sobre a Medicação

Os remédios podem ser recursos auxiliares importantes para o controle das crises de pânico, trabalhando conjuntamente com a psicoterapia para ajudar na superação da Síndrome do Pânico.

Porém, há algumas ponderações sobre a sua utilização . Primeiro, é necessário ter claro que os remédios não ensinam nada. Eles não ensinam à pessoa como ela própria pode influenciar seus estados internos e assim a superar o sentimento de impotência que o pânico traz. Não ensinam a pessoa a compreender os sentimentos e experiências que desencadeiam as crises de pânico. E não ajudam a pessoa a perder o medo das reacções de seu corpo e a ganhar uma compreensão mais profunda de seus sentimentos. Os remédios - quando utilizados - devem ser vistos como auxiliares do tratamento psicológico.

Algumas pessoas optam por um tratamento conjugado de medicação e psicoterapia enquanto outras optam por tratar o pânico somente com uma psicoterapia especializada. Na psicoterapia especializada utilizamos técnicas de auto-gerenciamento – para manejar os níveis de ansiedade e controlar as crises – e ao mesmo tempo trabalhamos as questões psicológicas envolvidas. A opção mais precária seria tratar o pânico somente com medicação, visto que o índice de recaídas é maior quando há somente tratamento medicamentoso do que quando há também um tratamento psicológico. Os remédios mal administrados podem acabar mascarando por anos o sofrimento ao invés de ajudar a pessoa a superá-lo.
Atualmente é possível tratar a pessoa com Síndrome de Pânico sem a utilização de medicação e temos obtido bons resultados tanto com pessoas que estão paralelamente tomando medicação como com aquelas que preferem não tomar remédios.

Melhora: Um Horizonte Possível

Para uma pessoa ficar boa do Pânico não basta controlar as crises, é necessário integrar as sensações e sentimentos que estavam disparando as crises e assim superar o estado interno de desamparo.

A melhora advém quando a pessoa torna-se capaz de sentir-se identificada com seu corpo, capaz de influenciar seus estados internos, sentindo-se conectada com os outros à sua volta, podendo lidar com os sentimentos internos, se reconectando com os fatores internos que a precipitaram no Pânico e podendo lidar com eles de um modo mais satisfatório.

Superar a experiência da Síndrome do Pânico pode ser uma grande oportunidade de crescimento pessoal, de uma retomada vital e contemporânea do processo psicológico de vida de cada um.

ARTIGO CIENTÍFICO

Está acessível também um dos artigos publicados pelo Dr. Artur Scarpato sobre a Síndrome do Pânico. É um artigo técnico, voltado para profissionais, mas que está disponível a todos os interessados.


O estranho que me habita: a Síndrome do Pânico numa perspectiva formativa

matéria já existente.

ANSIEDADE DAS CRIANÇAS.







Estamos acostumados a associar a ansiedade com a maturidade, como se as palpitações e a sensação de falta de controle do tempo fossem um resultado imediato das responsabilidades da vida adulta. Mas já há crianças sofrendo com esse mal, e não são poucas: a cada 100 crianças e adolescentes com idades entre seis e 16 anos, 12 sofrem de transtorno de ansiedade. E este número vem aumentando, segundo levantamento do Centro de Atendimentos e Pesquisa de Psiquiatria Infantil e da Adolescência.


Problemas na escola vêm de casa
5 respostas sobre estresse infantil 
Dor de barriga merece a devida atenção

Só nos últimos 10 anos, o crescimento registrado foi de 60%. “No consultório, esse aumento é nítido. Os fatores ambientais, intimamente ligados ao aparecimento deste tipo de transtorno, estão mais propícios”, relata Jaci Ferfila, psicóloga especialista em diagnóstico de crianças e adolescentes. “Há mais competição, as famílias têm menos atividades”. Por isso os pais devem ficar atentos: atitudes encaradas muitas vezes como manha podem, na verdade, ser sinais de que o filho está sofrendo de ansiedade.
Como diferenciar o pedido simples por atenção de um problema mais sério, que requer ajuda psicológica? “A maneira prática de diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é avaliar se a reação é de curta duração e relacionada ao estímulo do momento ou não”, relata o estudo “Transtornos de ansiedade”, realizado pelos psiquiatras Ana Regina Castillo, Rogéria Recondo, Fernando Asbahr e Gisele Manfro, e publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria, a mais importante do setor.

De acordo com os especialistas, quando o sentimento passa a ser um problema na vida da criança, é hora de procurar ajuda. “É preciso olhar a criança como um todo, o jeito dela interagir, de se relacionar e principalmente de brincar, porque nesse momento ela vai se expressar”, pontua o psiquiatra especializado em crianças e adolescentes Candido Fontan Barros. “É no brincar que ela repete seus conflitos internos”.

 A importância do brincar.

Perfil do ansioso

Mesmo quando a criança não consegue elaborar seus sentimentos em forma de discurso, há sempre a demonstração de que algo não vai bem. Agitação, euforia, excitação, apego excessivo e intenso aos pais, problemas de relacionamento com conhecidos ou familiares, ataques de pânico e dificuldade de aprendizagem são os principais sintomas. “A criança tem preocupações típicas de adulto, medos exagerados e reações exacerbadas ou é tímida a ponto de não conseguir fazer amigos”, descreve Carolina Gouvêa da Costa, psiquiatra do Ambulatório de Ansiedade na Infância e na Adolescência (Ambulansia), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, de São Paulo. Em muitos casos, o próprio corpo dá sinais: dores de barriga, dores na cabeça, vômitos, suor excessivo, mãos frias e, em casos mais graves, palpitações, tonturas e falta de ar.

Mateus, de apenas 11 anos, sempre foi o mais agitado entre os quatro irmãos. Quando entrou no primeiro ano, começou a ter problemas na escola. “Na época, ele não sabia ler. Os colegas de classe, no entanto, já sabiam. Ele se sentiu pressionado, foi ficando nervoso, tinha dores de barriga e de cabeça. A partir dali, fiquei de olho e durante uma semana tive que ajudá-lo com a leitura. Em pouco tempo ele começou a ler e a ansiedade diminuiu”, relata a mãe, Daise Mendes Oliveira. Apesar do apoio, o rendimento de Mateus cai toda vez que as tarefas escolares exigem atenção. “Ele é imediatista, não consegue se concentrar por muito tempo e tem dificuldade em começar e terminar alguma coisa. Geralmente ele para no meio”. Para resolver problemas de matemática, o garoto lê as primeiras linhas e já quer fazer as contas. O resultado vem em notas vermelhas no boletim.

O que os pais podem fazer

Quando os pais notam que algo não vai bem, a recomendação é levar a criança em psiquiatras ou psicólogos especializados nessa faixa etária. O profissional pode avaliar adequadamente a situação. O diagnóstico precoce é fundamental, pois evita que a criança desenvolva patologias mais graves no futuro, como transtorno obsessivo-compulsivo ou síndrome do pânico. “Assim como com o aparecimento de qualquer sintoma físico procura-se um pediatra, na saúde psicológica o cuidado deve ser o mesmo”, diz Jaci.

Caso o quadro de ansiedade seja comprovado, a criança inicia a terapia. Neste caso, pais também serão envolvidos e orientados sobre como agir. Para Carolina, eles devem estimular os filhos a enfrentar seus medos e reduzir a cobrança. “Mas isso deve ser feito gradativamente, de acordo com a evolução da criança”, diz.

Mateus, por exemplo, frequenta semanalmente o consultório de uma psicóloga para aprender a criar métodos de concentração há um ano e meio. Mas o desafio não é exclusivo da criança. A família e a escola também devem colaborar. “A escola foi comunicada. E eu estabeleço horários e crio rotinas para ele aprender a ter foco e limite de tempo”, conta Daise. Para as demais mães, ela dá a dica: “É importante analisar o filho com imparcialidade e aceitar as limitações dele. Não podemos jogar a culpa no professor, na linha pedagógica e assim por diante. É preciso dar à criança a chance de crescer”.


SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO.







SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO

Síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço. Através desse túnel rígido, além do nervo mediano, passam os tendões flexores que são revestidos pelo tecido sinovial. Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca compressão do nervo mediano e a síndrome do túnel do carpo.

Causas

A causa principal da síndrome do túnel do carpo é a L.E.R. (Lesão do Esforço Repetitivo), gerada por movimentos repetitivos como digitar ou tocar instrumentos musicais. Existem também causas traumáticas (quedas e fraturas), inflamatórias (artrite reumatóide), hormonais e medicamentosas. Tumores também estão entre as possíveis causas da síndrome.

Sintomas

O principal sintoma é a parestesia, uma sensação de formigamento, de dormência, que se manifesta mais à noite e ocorre fundamentalmente na área de enervação do nervo mediano.

A evolução da síndrome dificulta manipular estruturas pequenas e executar tarefas simples como pregar um botão, enfiar uma agulha, segurar uma xícara.

Diagnóstico

Dois testes ajudam a estabelecer o diagnóstico: o teste de Phalen e o teste de Tinel.

O primeiro consiste em dobrar o punho e mantê-lo fletido durante um minuto. Como essa posição aumenta a pressão intracarpeana, se houver compressão do nervo, os sintomas pioram.

O teste de Tinel consiste em percutir o nervo mediano. Se ele estiver comprometido, a sensação será de choque e formigamento.

Em alguns casos, é necessário pedir uma eletroneuromiografia para fechar o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento leva em conta o grau de comprometimento da doença. Se for leve, indica-se a colocação de uma órtese para imobilizar o pulso e o uso de antiinflamatório não-hormonal. Se não houver melhora, aplica-se cortisona dentro do canal do carpo.

Esgotadas as possibilidades de tratamento clínico, é indicada a cirurgia.

Recomendações

* Tente evitar atividades que impliquem movimentos de flexo-extensão do punho;

* Lembre-se de que alterações dos hormônios da tireóide e doenças como diabetes podem acarretar neuropatias compressivas. Procure o médico se tiver sensação de formigamento nas mãos;

* Mulheres no climatério estão mais sujeitas à síndrome do túnel do carpo, por causa da queda na produção de estrógeno;


* Sente-se corretamente e apóie braços e punhos quando usar o computador. Não se esqueça de que seu uso inadequado é um fator de risco para L.E.R. e a síndrome do túnel do carpo.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

DIA 04 DE JULHO INDEPENDÊNCIA EUA










Antes da Independência, os EUA era formado por treze colônias controladas pela metrópole: a Inglaterra. Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.

Colonização dos Estados Unidos

Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os ingleses começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:

- Colônias do Norte : região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes características : mão-de-obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do mercado interno.

- Colônias do Sul : colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão-de-obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e monocultura.

Guerra dos Sete Anos

Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763. Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a Inglaterra saiu vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias do norte. Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e manifestações contra a Inglaterra.

Metrópole aumenta taxas e impostos

A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa),  Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Primeiro Congresso da Filadélfia

Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo. Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida política da colônia.

Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo de independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.

Constituição dos Estados Unidos


Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O QUE É O AUTISMO.

                     O QUE É O AUTISMO.


Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:

* Inabilidade para interagir socialmente;

* Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;

* Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.

Sintomas

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.

Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

Tratamento

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.

Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

Recomendações

* Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;

* É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;

* Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;

* Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;


* Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.