quinta-feira, 25 de abril de 2013

A HISTÓRIA DO SAPATO DE SALTO ALTO.

        ESCOLA FV.FABIO VICENTINI TREINAMENTO PARA HABILITADOS.



Imagine a estrutura corporal da boneca Barbie. Bumbum empinado, peito para frente, símbolos de uma postura imponente, elegante. Tudo porque a Barbie “nasceu” de salto alto. Já você, descendente direta do homem de Neanderthal - que dispensava o uso de calçados - sofre para ficar com uma postura de boneca sobre saltos que muitas vezes ultrapassam o limite do bom-senso.
São dores da beleza, justificam as mais vaidosas. E comparadas ao ato de se depilar, sempre doloroso, usar salto alto tem uma grande vantagem: a gente se acostuma. Mas é do costume que vem o problema: se usado demasiadamente, o salto alto provoca uma mudança na musculatura, os músculos da parte de trás da perna ficam mais curtos e os da frente, mais longos.
E não é só isso: ele pode provocar danos à coluna (aumenta a lordose), dores no joelho, joanetes (mas a hereditariedade também ajuda), calosidades, tendinite, unhas encravadas (quando o modelo é de bico fino). Para quem já se acostumou com o salto alto, o desconforto vem na hora de calçar um sapato baixo. Irônico, não?
Então, devemos fazer um motim em prol da saúde e jogar todas as nossas sandálias, escarpin e botas no lixo? Não, o segredo é variar na altura. “Intercalar o uso de sapatos com saltos mais altos e mais baixos não acostuma a musculatura. O proibido nessa história é deixar que seus pés se acostumem a um tipo específico de salto”, diz a ortopedista Vera Lúcia Maia. “Se isso acontecer, cada vez que mudar a altura, a pessoa sentirá dor”, explica a médica.

Um modelo de calçado

"Segundo um estudo realizado pela Unifesp, o salto mais recomendado para uso diário tem até 4 cm”, conta a reumatologista Evelin Goldenberg. A altura pode até ser boa, mas o formato ideal dos calçados nada tem de fashion: o sapato perfeito deve ser largo nos dedos e de preferência com bico quadrado. Quadrado também pode ser o salto, pois esse formato garante mais estabilidade.
Mas como não é tarefa fácil achar o modelo descrito acima, é sempre bom saber que o salto plataforma tem moral com os especialistas. “As plataformas, por terem o salto alto por toda a extensão da sola, conseguem fazer uma melhor distribuição do peso do corpo”, conta Evelin.

Boa notícia

Cientistas da Unicamp descobriram a exceção da regra usar-salto-alto-faz-mal-à-saúde. Segundo pesquisa desenvolvida pelo cirurgião vascular João Potério Filho, o salto alto beneficia a circulação. A tese foi comprovada graças a um novo exame para medir pressão das veias das pernas.
Através do exame – feito com mulheres usando saltos de 7 cm e 10 cm -, foi constatado que o uso de salto alto diminui a pressão nas veias, o que provoca uma melhor circulação do sangue. Resultado: além de deixar suas pernas mais poderosas, o salto alto impede que elas fiquem inchadas.

Tendências, anatomia e uma observação

Já que a ordem é variar o salto alto – o que a gente adora, já que nada mais legal do que ter um bom motivo para usar um sapato diferente a cada dia – fizemos uma galeria com os sapatos mais lindos que apareceram nos desfiles de verão 2005 da São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio.
Na galeria, você encontra tendências e comentários sobre a anatomia dos sapatos. Mas antes que você se sinta “liberada” para subir de vez no salto alto, um recado de Evelin: "A elegância de uma mulher não está apenas no salto do sapato, mas sim no vestuário, na educação".

O que levar em conta na hora de comprar um sapato novo

Não escolha o sapato pelo tamanho informado na sola. Priorize o conforto e o equilíbrio que o salto proporciona
Faça a compra no fim da tarde e à noite, quando seus pés estão mais largos
Uma boa forma de avaliar se um calçado vai ficar confortável é, ao calçá-lo, verificar se sobram de 0,5 a 1,3 cm entre o dedo maior e o final do sapato;
O calçado não deve ser de material duro
Se o sapato não é confortável, então não compre seduzida pela beleza, esperando que ele laceie
Nem um pouco largo, nem um pouco apertado: é preciso que o sapato esteja confortável na loja.
Fonte: delas.ig.com.br
História do Salto Alto


 
´Toda mulher que seduzir um homem para que ele se case com ela, utilizando-se de sapatos de salto alto ou outros artifícios(...)será castigada com as penas de bruxaria´´
Lei promulgada no séc. XV, pelo parlamento inglês.
Certo dia desses, fui questionada por uma criança sobre meu conto de fadas predileto, no momento da resposta não hesitei em nenhum momento e logo disparei: ´Cinderela´´,porém daí pra frente passei a questionar a mim mesma,sobre o que me atraia tanto naquela personagem e finalmente descobri que não era ela que me atraia e sim seu par de sapatos de cristal,talvez daí venha minha paixão por sapatos,que não se restringe apenas á compra do artigo,mas também a observação e o fato de serem tão reveladores.
Cinderela e o seu famoso sapatinho de cristalCinderela e o seu famoso sapatinho de cristal
Olhe o sapato de uma pessoa e você adivinhará o estado emocional dela; as metas e expectativas dessa pessoa; se a auto-estima dela está alta ou baixa; e, o que é mais importante, a atitude dela em relação a sexo.Alguns tipos de sapatos femininos, como mocassins e tênis, são sexualmente neutros.Mulheres que usam habitualmente esse tipo de calçado não se preocupam em propagar agressivamente a sua sensualidade.
Se você algum dia observou uma mulher de salto alto andando pela rua, sabe o poder de atração que esse tipo de sapato exerce.o ritmo de quem está usando salto alto é tanto auditivo como visual,uma combinação magnetizadora de passos em staccato com cadeiras de balanço.Comparada com suas irmãs de salto raso, uma mulher de salto alto é uma sereia, olhada tanto por homens como por mulheres -embora por motivos diferentes.
Apesar do custo relativamente baixo, o sapato de salto alto substitui a pulseira de brilhantes e o casaco de pele como símbolo do luxo.
Hoje, uma mulher que usa um sapato alto de um estilista de ponta é uma mulher de sucesso, assim como foi em 1945 uma mulher usando um casaco de visom pelo tornozelo.
Dessa forma, a importância do salto como uma afirmação da moda permanece incontestada, tanto que os nomes dos que desenham sapatos caros estão se tornando muito conhecidos, mesmo fora dos limites rarefeitos do mundo da moda.
Os cultuados sapatos Jimmy ChooOs cultuados sapatos Jimmy Choo
Sapateiros exclusivos sempre existiram,mas é um testemunho da importância atual dada ao salto alto que nomes como os de Jimmy Choo e Manolo Blahnik. Por que será que o sapato de salto é tão fascinante?
A resposta é clara, porque nos tempos modernos, é uma forma de calçado exclusivamente feminina.Somente as mulheres-e os homens vestidos de mulher, o que pressupõe um exagero das características femininas; os saltos altos fazem a pelve oscilar, o que projeta os seios para frente e salienta as nádegas, eles alongam as pernas, visualmente, o que por sua vez atrai os olhos para cima, para a genitália.Ao contrair os músculos da parte inferior da perna, os sapatos de salto alto afinam a barriga da perna e o tornozelo.O salto alto faz com que pé pareça menor, ao posicioná-lo num ângulo extremo, o que também exagera o arco do peito do pé.Por fim, os saltos altos mudam consideravelmente o andar da mulher.
Deixando o corpo numa posição instável,eles forçam quem os usa a compensar o desequilíbrio com passos e cadeiras que se sacodem,o que ajuda a contrabalançar a instabilidade dos pés,realmente è uma combinação poderosa.
O poderoso Manolo BlahnikO poderoso Manolo Blahnik
Psiquiatras descrevem a relação entre salto alto e o sexo, sugerindo que as mulheres anseiam pelo salto alto como uma espécie de paliativo para a inveja do pênis, uma conclusão que se baseia na hipótese de que o sapato se assemelha ao órgão sexual masculino.
Mas na pornografia do fetiche do pé, a mulher que calça sapatos de salto alto é, em geral, a participante dominante-a gata com o chicote.
Estudiosos diriam que o fetiche por sapatos está diretamente associado com os pés,pois de todas as formas de simbolismo erótico,o mais freqüente é o que idealiza o pé e o sapato,até mesmo para o amante normal,o pé parece ser uma das partes mais atraentes do corpo; tanto que foi comprovado cientificamente,que a parte do cérebro que se relaciona com as sensações da genitália não se encontra,como seria de se esperar,entre as coxas,e sim bem próximo dos pés.
Assim, no Ocidente e em especial no Oriente sempre se considerou um pé pequeno um pré requisito para atração física;tanto em sua edição de julho de 2000,a Vogue afirmou- numa história ilustrada com uma perna perfeitamente bronzeada calçando uma sandália Jimmy Choo de salto agulha,incrustada de diamantes -que os pés ideais são os de ossos pequenos tamanho 36 ou 37(que são as dimensões mais adequadas para um sapato Manolo Blahnik de salto agulha.Pés maiores são considerados exagerados demais para serem verdadeiramente belos).
O salto agulha pode ser considerado o campeão de preferência fetichista, mas o supra sumo desse modelo de sapato foi inventado nos anos 1950, intitulado de stilleto, foi fabricado por um italiano que criou um salto com miolo de metal, inovação que permitiu os saltos mais finos jamais imaginado.Muito alto, mas de aparência delicada; ele restringe, dificulta o andar e pode se partir sob pressão,entretanto o andar sinuoso que ele provocava era o acompanhamento ideal para as roupas ultrafemininas da época,conclui-se que o salto agulha é a personificação da feminilidade.
O famoso e mortífero stilletoO famoso e mortífero stilleto
Entretanto, tal salto por muito tempo foi considerado uma arma mortífera, embora pareça um grande exagero, mas mesmo assim uma mulher com saltos muito altos e finos de fato parece estar com um objeto mortífero atado aos pés.Como descreveu certa vez uma reportagem da revista Allure, que andar por aí calçando sapatos de salto alto é uma viagem poderosa.È o equivalente feminino do calor concentrado.Com os saltos certos, a mulher se sente invencível.
Certa vez, uma escritora de moda escreveu um ensaio, perguntando por que tantas mulheres adoravam sapatos.As teorias freudianas podem "explicar a excitação que alguns homens experimentam com os sapatos que as mulheres experimentam" argumentava "mas elas não conseguem explicar a excitação que as mulheres experimentam".
O sapato combina imagens masculinas e femininas de muitos níveis diferentes,do salto agulha penetrando o corpo fetichista ao pé deslizando para dentro de um sapato aberto.
A pornografia freqüentemente rotula a mulher de salto alto como uma piranha, dessa forma posicionando-a como um objeto sexual acessível.Ao contrário, o discurso nas revistas de moda feminina se concentram na fantasia de que os homens irão venerar os pés de uma mulher bonita.Igualmente importante é o papel que os sapatos representam na criação de esterótipos de gênero. "Adoro garotas de salto alto",diz o fotógrafo de moda Mario Testino. "Elas podem brincar e usar salto alto ,e nós não".Salto alto é "o símbolo máximo do que é ser mulher",declarou a jornalista Frances Little.E Testino concordou: "è o que diferencia homens e mulheres".
Dessa forma, pude entender finalmente o porque da preferência do príncipe por Cinderela ás filhas de sua madrasta: só ela possuía pés e sapatos de salto tão perfeitos que tirariam qualquer um do sério.
 
 
 
 
Sapatos 2010
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HISTÓRIA DO ÓCULOS,O ACESSÓRIO QUE AS MULHERES ODORAM !!!



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História dos Óculos
A primeira referência histórica oriental sobre a existência dos óculos está registrada nos textos do filósofo chinês Confúcio, 500 anos antes de Cristo. Durante séculos serviram apenas como acessórios aos nobres chineses ou meros objetos de discriminação social em relação às pessoas do povo e portadores de doenças mentais.

As peças serviram somente como adornos pessoais, porque as lentes de vidro não tinham graus. A ótica só apareceria por volta dos anos 900 depois de Cristo. Na Grécia antiga, era comum ser contrário ao uso de correção para leitura.

Filósofos acreditavam que visão era menos importante ao crescimento do ser humano do que as emoções.

Mas foi na Roma dos Césares que mudou o conceito sobre lentes. No século I depois de Cristo, o imperador Nero descobriu as lentes coloridas contra a luz do sol ao usar uma lâmina de vidro verde sobre os olhos, durante as famosas apresentações públicas nas arenas romanas.

Pedras semipreciosas, como o berilo e o cristal de rocha foram os instrumentos iniciais à correção visual para perto. Cortadas em camadas finas e colocadas sobre os textos, aumentavam o tamanho das letras.
Mais tarde passaram a ser usadas sobre os olhos, criando-se a primeira forma de lente corretiva, possivelmente manufaturada pelos mestres vidreiros, artesões da República de Veneza. O primeiro par de ferros com aros grandes, unidos por rebite, foi descoberto na Alemanha, em 1.270. Com movimentos de compasso, permitia ser ajustado precariamente sobre a ponta do nariz.

Nesse mesmo século, modelo semelhante aparece em Florença, convertendo-se em sucesso de vendas. Por essa ousadia, os italianos passaram à História como os inventores dos óculos.
As primeiras peças eram pesadas e desconfortáveis. Pesquisas técnicas seguiram-se por dois ou três séculos para que fosse montado um modelo que oferecem conforto e segurança. No século XV, os pince-nez e lornhons eram moda.

O primeiro ajustável na ponta do nariz, sem haste, o segundo com haste lateral para ser seguro sobre os olhos. No século XVII, foram criados os modelos com hastes fixas sobre as orelhas. Apesar de muitos vendidos, estes tipos de armações não abalaram a fama do pince-nez e do lornhon que foram usados por homens e mulheres até a década de 20 deste século, quando foram substituídos pelo estilo Numont com aros superiores ou inferiores finos e leves e cujas versões modernas são sucesso de vendas até hoje.

Na década de 40, as tendências eram aros redondos de plástico, nos anos 60 o estilo gatinho comandou as vendas e década de 70 os grandes óculos de plástico coloridos, que serviram de máscaras, encobrindo metade dos rostos. Hoje as pedidas são armações pequenas com lentes de acrílico ou policarbonato, que tornam os óculos ainda mais leves.
Através das Décadas

Monóculo

Binóculo de madre perola

Tesoura

Modelo dos primeiros óculos com hastes fixas

Estojo forrado de pele de peixe, século XIII (chinês)

Lorgnon, século XVI

Longnette, século XVI

Pince nez, século XVI

Década de 1950, modelo masculino

Década de 1950

Década de 1950, modelo feminino

Década de 1960

Década de 1970

Década de 1970

Década de 1970

Década de 1970


 


História dos Óculos
Reprodução do primeiro par de óculos encontrado na Alemanha no séc.13
História dos Óculos
Pince-nez do séc.16
História dos Óculos
Lornhons do séc.16
História dos Óculos
Primeiros modelos com hastes fixas
História dos Óculos
Óculos-leque de tartaruga
História dos Óculos
Modelos decorados com strass dos anos 70
História dos Óculos
Os modelos "gatinho" começaram a ser usados no final dos anos 40 e viraram moda nos 50
História dos Óculos
Os clássicos Ray-Ban que faziam parte dos acessórios militares desde antes da Segunda Guerra e que mais tarde foram adotados por estrelas do rock, como Lou Reed e Bob Dylan, são muito usados ainda hoje
História dos Óculos
História dos Óculos
Modelo pop dos sixties que foi capa de várias revistas da época








ÓCULOS DE GATINHO.


Ele fez muito sucesso nos anos 50 e 60 agora esta de volta para deixar o verão com aquela cara retro, há vários modelos com lentes espelhadas, com armação menor e maior, você escolhe qual faz mais o seu estilo.

Além de valorizar mais, esse tipo de óculos costuma combinar com qualquer formato de rosto, mas vale o bom senso, nos sabemos o que fica e não fica bem, mesmo estando na moda e sendo o modelo ideal para o nosso rosto.




 





















 



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A HISTÓRIA E A OBRA DO DRAMATURGO DIAS GOMES.

ESCOLA FV.FABIO VICENTINI TREINAMENTO PARA HABILITADOS.
 
 
 
 
Foto de Dias Gomes
Alfredo de Freitas Dias Gomes
* Salvador, BA. – 19 de Outubro de 1922 d.C
+ São Paulo, SP. – 18 de Maio de 1999 d.C
Dramaturgo e autor de telenovelas brasileiro.
Foi casado com Janete Clair, famosa autora de telenovelas da TV Globo, falecida em 1983, com quem teve quatro filhos: os músicos Guilherme Dias Gomes (trompetista) e Alfredo Dias Gomes (baterista), a poeta e violoncelista Denise Emmer e um falecido ainda criança. É avô, através de Alfredo, da também autora de telenovelas Renata Dias Gomes.
Morreu num acidente de trânsito, ao ser lançado para fora de um táxi que colidira em uma manobra irregular do motorista, que sobreviveu. Um dos temas explorados com freqüência em seus trabalhos era o de uma visão esquerdista, de oposição à religião popular, considerada um instrumento das elites para pacificar e subjugar as massas pobres do país em prol dos interesses de poderosos como latifundiários, políticos e coronéis do Nordeste do Brasil, além dos próprios religiosos que se beneficavam desses interesses obscuros. Já havia ganho notoriedade como escritor teatral e projeção nacional em virtude do sucesso da peça O Pagador de Promessas (convertida em minissérie em 1988).
Estreou como autor de telenovelas em 1969, quando escreveu A Ponte dos Suspiros. Em Saramandaia, sete anos mais tarde, criou o realismo fantástico na telenovela brasileira. Essa idéia seria aproveitada pelo futuro novelista pernambucano Aguinaldo Silva em trabalhos como Pedra sobre pedra (1992), Fera ferida (1993) e A indomada (1997).
A novela Roque Santeiro foi baseada em uma antiga peça teatral de sua autoria, O berço do herói, escrita em 1963 e censurada dois anos após, às vésperas da estréia. No lugar foi exibida uma reprise compacta de Selva de pedra, de sua esposa Janete Clair, que então escreveria outro grande sucesso: Pecado capital. Roque Santeiro só foi liberada em 1985, no governo de José Sarney, obtendo estrondoso sucesso. No entanto, em sua reprise de 2000, como parte das comemorações dos 35 anos da TV Globo, não repetiu o mesmo êxito da exibição original.
Também é pai da escritora Mayra Dias Gomes, e da atriz Luana Dias Gomes, filhas de seu segundo casamento com a atriz Bernadeth Lyzio.
Foto de DIAS GOMES COM FILHAS Mayra e Luana 1997Dias Gomes com as filhas em 1997
ObrasTeatro* Pé-de-Cabra
* O Pagador de Promessas
* A Revolução dos Beatos
* O Santo Inquérito
* O berço do herói
* O Rei de Ramos
* Sargento Getúlio
* Grito no Escuro (O Crime do Silêncio)
* Meu Reino Por Um Cavalo
* Os Cinco Fugitivos do Juízo Final
* A Invasão
* O Bem-Amado

* * * * *
O Pagador de PromessasO Pagador de Promessas, de Dias Gomes. Cartaz do filme que ganhou a Palma de Ouro em Cannes

O pagador de promessas é um filme brasileiro de 1962, do gênero drama, escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado em história de Dias Gomes.
Sinopse
Zé do Burro é um homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé de carregar uma pesada cruz por um longo percurso.

Zé do Burro é o dono de um pequeno pedaço de terra no Nordeste do Brasil. Seu melhor amigo é um burro. Quando este adoece, Zé faz uma promessa à uma mãe-de-santo do Candomblé: se seu burro se recuperar, irá doar sua terra aos pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada.
O filme se inicia com Zé, seguido fielmente pela esposa Rosa, chegando à catedral de madrugada. O padre local recusa a cruz de Zé após ouvir dele a razão pela qual a carregou e as circunstâncias “pagãs” em que a promessa foi feita. Todos em Salvador tentam se aproveitar do inocente e ingênuo Zé. Os praticantes de Candomblé querem usá-lo como líder contra a discriminação que sofrem da Igreja Católica, os jornais sensacionalistas transformam sua promessa de dar a terra aos pobres em grito pela reforma agrária. A polícia é chamada para previnir a entrada de Zé na Igreja, e ele acaba assassinado em um confronto violento entre policiais e manifestantes a seu favor. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na Catedral.
Elenco
* Leonardo Villar …. Zé do Burro
* Glória Menezes …. Rosa
* Dionísio Azevedo …. padre Olavo
* Norma Bengell …. Marli
* Geraldo Del Rey …. Bonitão
* Roberto Ferreira …. Dedé
* Othon Bastos …. repórter
* Maria Conceição …. tia
* João Desordi …. detetive
* Antônio Pitanga …. Coca
* Canjiquinha
* Américo Coimbra

Principais prêmios e indicações
Oscar 1963 (EUA)
* Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Festival de Cannes 1962 (França)
* Ganhou a Palma de Ouro.
Festival de Cartagena 1962 (Colômbia)
* Ganhou o Prêmio Especial do Júri.
San Francisco International Film Festival 1962 (EUA)
* Ganhou o Prêmio Golden Gate nas categorias de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora.

Curiosidades
* O pagador de promessas foi o primeiro (e até agora o único) filme brasileiro a ser premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
* O diretor Anselmo Duarte e a equipe do filme foram recebidos com um desfile público em carro aberto, ao desembarcar no Brasil após o recebimento do prêmio em Cannes.
* Conforme contou no programa de Jô Soares, Anselmo Duarte foi homenageado em sua terra natal e, dentre as honrarias, havia o discurso de um famoso político local. No decorrer do discurso, o político insistia em pronunciar o nome de “Anselmo” como “Ansérmo”, o que causava risos nos presentes. Percebendo a reação, o político disse que falava a liguagem do povo, mas que também se expressava na linguagem culta. Logo em seguida, tentou corrigir o erro, mas acabou por dizer “Ansérmo Dualte”.
* Mais de vinte anos mais tarde, Gomes adaptou sua própria obra para a Rede Globo, no formato de minissérie. Esta versão foi, no entanto, censurada à pedido dos patrocinadores, que não teriam gostado das menções positivas feitas à reforma agrária.

* * * * *
Televisão
* A Ponte dos Suspiros – 1969
* Verão Vermelho – 1970
* Assim na Terra como no Céu – 1970/1971
* Bandeira 2 – 1971/1972

Sucupira de Dias Gomes. Capa do LivroClique na imagem para ampliar
Capa do Livro Sucupira, de Dias Gomes que serviu de base para a novela O Bem Amado
* O Bem Amado – 1973
* O Espigão – 1974
* Roque Santeiro – 1ª versão censurada – 1975
* Saramandaia – 1976
* Sinal de Alerta – 1978/1979
* Carga Pesada – seriado – supervisão de texto – 1979/1980
* O Bem Amado – seriado – 1980/1984
* Roque Santeiro – 1985/1986
* Mandala – 1987/1988 – até o 35° capítulo
* O Pagador de Promessas – minissérie – 1988
* Araponga – 1990/1991
* As Noivas de Copacabana – minissérie – 1992
* Irmãos Coragem – remake – supervisão de texto – 1995
* Decadência – minissérie – 1995
* O Fim do Mundo – 1996
* Dona Flor e Seus Dois Maridos – minissérie – 1998

Adaptações em outros países
* Así en La Tierra Como en el Cielo – Argentina – 1971
* Sucupira (O Bem Amado) – TV Nacional do Chile – 1996

* * * * *
Roque Santeiro
Roque Santeiro foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 24 de junho de 1985 a 22 de fevereiro de 1986, com 209 capítulos. Original de Dias Gomes, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, com colaboração de Marcílio Moraes e Joaquim Assis e pesquisa de texto de Lilian Garcia. Direção de Gonzaga Blota, Paulo Ubiratan, Marcos Paulo e Jayme Monjardim.

Foto de atores e personagens da novela Roque Santeiro de Dias Gomes
Clique na imagem para ampliar
Atores de Roque Santeiro
Trama
Na cidade fictícia de Asa Branca, há 17 anos, o coroinha Luiz Roque Duarte, conhecido como Roque Santeiro por sua habilidade em modelar santos, morreu ao defender dos homens do bandido Navalhada, logo após seu misterioso casamento com a desconhecida Porcina. Santificado pelo povo, que lhe atribui milagres, tornou-se um mito e fez prosperar a cidade ao redor da sua história de heroísmo. Só que Roque não está morto e volta à cidade, ameaçando pôr um fim ao mito.

Sua presença leva ao desespero o padre Hipólito, o prefeito Florindo Abelha e o comerciante Zé das Medalhas, principal explorador do santo. Mas o maior prejudicado é Sinhozinho Malta, o todo-poderoso fazendeiro do lugar, que vê ameaçado o seu romance com a “viúva” Porcina, que nunca foi casada com Roque e sempre viveu à sombra de uma mentira articulada por Malta. Mentira institucionalizada para fortalecer o mito e tirar vantagens pessoais.
Ao retornar, Roque interfere na relação de Sinhozinho e Porcina, além de reacender a paixão de Mocinha, a verdadeira noiva, que nunca se conformou com seu desaperecimento e que se manteve casta à espera de seu amor, mesmo pensando que ele estivesse morto. Ela é filha do prefeito Abelha e da beata dona Pombinha, sendo cortejada pelo soturno professor Astromar Junqueira, suspeito de ser o lobisomem.
Asa Branca também fica agitada com a chegada de Matilde, que monta o único hotel da cidade, a Pousada do Sossego, e traz do Rio de Janeiro duas prostitutas, Ninon e Rosaly, que vão trabalhar em sua “Boate Sexus”, e enfrentar a ferrenha oposição do padre Hipólito e das beatas da cidade, comandadas por dona Pombinha Abelha.
Também chega à cidade a equipe de filmagem comandada por Gerson do Valle, o cineasta que vai filmar “A saga de Roque Santeiro”. A película tem como astros principais a atriz Linda Bastos, casada com o ciumento Tito e por quem o diretor é apaixonado;e o mulherengo ator Roberto Mathias, que acaba por se envolver com a viúva Porcina, com Tânia, filha de Sinhozinho Malta, e com Lulu, a reprimida esposa de Zé das Medalhas.
Elenco
Protagonista Título
* José Wilker – Roque Santeiro (Luís Roque Duarte)

Casal Principal
* Regina Duarte – Viúva Porcina, a “que era sem nunca ter sido”
* Lima Duarte – Sinhozinho Malta (Francisco Teixeira Malta)

Com
* Yoná Magalhães – Matilde Mendes de Oliveira
* Lucinha Lins – Mocinha Abelha, a “viúva virgem”
* Fábio Júnior – Roberto Mathias
* Ary Fontoura – Prefeito Florindo Abelha
* Eloísa Mafalda – Dona Pombinha (Ambrosina Abelha)
* Armando Bógus – Zé das Medalhas (José Ribamar de Aragão)
* Cássia Kiss – Lulu (Lucinda de Aragão)
* Paulo Gracindo – Padre Hipólito
* Cláudio Cavalcanti- Padre Albano, o “padre vermelho”
* Lídia Brondi – Tânia Magalhães Malta
* Oswaldo Loureiro – Navalhada
* Ruy Rezende – Professor Astromar Junqueira
* Ewerton de Castro – Gerson do Valle
* Patrícia Pillar – Linda Bastos Moreyra França
* Luiz Armando Queiroz – Tito Moreyra França
* Wanda Kosmo – Dona Marcelina Magalhães
* Nélia Paula – Amparito Hernandez
* João Carlos Barroso – Toninho Jiló
* Arnaud Rodrigues – Cego Jeremias
* Nelson Dantas – Beato Salu (Salustiano Duarte)
* Elizângela – Marilda
* Maurício do Valle – Delegado Feijó
* Cláudia Raia – Ninon
* Ísis de Oliveira – Rosaly
* Maurício Mattar – João Ligeiro (Irmão de Roque Santeiro)
* Othon Bastos – Ronaldo César
* Milton Gonçalves – Promotor público Lourival Prata
* Ilva Niño – Mina
* Tony Tornado – Rodésio
* Ângela Leal – Odete
* Regina Maria Dourado – Efigênia
* Ângela Figueiredo – Selma Sotero
* Alexandre Frota – Luizão
* Cláudia Costa – Carla
* Cristina Galvão – Dondinha

Participações especiais
* Luís Melo – Flávio Cardoso
* Lilian Lemmertz – Margarida Magalhães Malta
* Paulo César Pereio – Delegado Benevides
* Tarcísio Meira – Coronel Emerenciano Castor
* Heloísa Helena – Madre Felícia
* Lutero Luiz – Dr. Cazuza
* Marcos Paulo – De Lima
* Cláudio Gaya – Jurandir
* Jorge Fernando – Lúcio Armando
* Tonico e Tinoco

Curiosidades
* Exibida entre 24 de junho de 1985 e 22 de fevereiro de 1986 em 209 capítulos.
* Roque Santeiro é uma das melhores telenovelas já produzidas e um marco dentro da história da teledramaturgia brasileira. Seus personagens até hoje são inesquecíves.
* “Roque Santeiro” foi reapresentada duas vezes. De 1º de julho de 1991 a 3 de janeiro de 1992, as 17h00, na Sessão Aventura, em 135 capítulos. E de 11 de dezembro de 2000 a 29 de junho de 2001, às 14h20, no Vale a Pena Ver de Novo, em 145 capítulos. Na primeira reprise, compactada em 135 capítulos, a audiência foi satisfatória, muito maior do que a das séries estrangeiras que ocupavam o horário, conforme divulgado pela imprensa na época. Infelizmente, sua segunda reprise, em 145 capítulos, não foi um sucesso desejado pela emissora, deixando a Globo várias vezes em segundo lugar no ibope,de acordo com o que foi divulgado pela imprensa, o que a fez, pela primeira vez, exibir outro programa na faixa: Você Decide, que conseguiu reduzir mais ainda os índices de audiência. Logo depois, a reprise de “A Gata Comeu” colocou a audiência novamente nos trilhos.
* Dias Gomes criou Roque Santeiro baseado em uma peça de teatro, de sua autoria, chamada O berço do herói, que havia sido censurada e proibida. A telenovela seria exibida em 1975 pela Rede Globo e já tinha vários capítulos gravados, além de chamadas anunciando sua estréia. Porém, no dia da estréia, a Rede Globo recebeu ofício do governo federal censurando a telenovela. A emissora então pôs no ar uma reprise de Selva de Pedra, de Janete Clair, enquanto outra era escrita – Pecado Capital -, também de Janete. O motivo da censura foi uma escuta telefônica do governo, em que foi gravada uma conversa de Dias Gomes, em que ele afirmava que Roque Santeiro era apenas uma forma de enganar os militares, adaptando O Berço do Herói para a televisão, com ligeiras modificações que fariam com que os militares não percebessem que se tratava da mesma obra.

* Dez anos depois, já no governo civil de José Sarney, a telenovela foi finalmente liberada e pôde ser exibida. Por consideração aos artistas envolvidos no trabalho original, os mesmos foram convidados a retomar seus personagens. Porém, Francisco Cuoco e Betty Faria, recusaram os papéis de Roque Santeiro e Viúva Porcina, Lima Duarte retomou o personagem Sinhozinho Malta. Além de Lima, outros atores que participaram da versão censurada e que retornaram nesta com os mesmos papéis foram João Carlos Barroso, Luiz Armando Queiroz e Ilva Niño. Elizângela, que foi Tânia em 1975, desta vez viveu Marilda. Milton Gonçalves, que em 1975 interpretava o padre Hipólito, em 1985 foi Lourival Prata, o promotor público.
* O clímax da telenovela foi quando padre Albano (Claudio Cavalcanti) bate o sino da igreja e reúne todos na praça da matriz para desvendar a farsa do santo que está vivo. Só que, nesse dia, o Beato Salu, que estava em coma, “ressuscita”, e o povo crente, em vez de ouvir a verdade, acaba celebrando mais uma vez os milagres de Roque Santeiro. “O mito é mais forte que a verdade” é a constatação. Essa inteligente sátira serviu para ilustrar, de forma decisiva, que Asa Branca representava uma miniatura do Brasil.
* Foram gravados dois finais para a telenovela, um no estilo do filme Casablanca, no qual Porcina fica em dúvida se embarca com Roque no avião ou continua com Sinhozinho Malta, que por fim vai embora. No final exibido a viúva opta por permanecer ao lado do coronel, e os dois terminam acenando para Roque, que vai embora.

* Inúmeros foram os destaques do elenco, graças a personagens inesquecíveis: o Sinhozinho Malta de Lima Duarte; o casal Florindo Abelha e dona Pombinha de Ary Fontoura e Eloísa Mafalda; o padre Hipólito de Paulo Gracindo; Zé das Medalhas e sua reprimida esposa Lulu, Armando Bogus e Cássia Kiss; o hilário “guia turístico” Toninho Jiló de João Carlos Barroso, em seu melhor papel na TV; o professor Astromar de Ruy Rezende, (o lobisomem); o cego Jeremias de Arnaud Rodrigues; o engraçado Beato Salu de Nelson Dantas; as provocadoras “meninas da boate” de Cláudia Raia, Isis de Oliveira, Yoná Magalhães e Nélia Paula; a confusa equipe de cinema, entre outros. Mas, com certeza, quem mais brilhou foi Regina Duarte, vivendo a Viúva Porcina, que de “Namoradinha do Brasil” passou a “Amante Nacional”!
* Sinhozinho Malta tinha uma característica que ficou marcante e lembrada até os dias de hoje: quando estava nervoso, sacudia as pulseiras, num tique acompanhado por um efeito sonoro, que reproduzia o som de uma cascavel, seguido do bordão “Tô certo ou tô errado?”.
* Primeira novela de Patrícia Pillar, Maurício Mattar e Cláudia Raia.

* A telenovela atingiu 100 pontos de média em seu derradeiro capítulo.
* E também atingiu 100 de pico em outras ocasiões: Beato Salú “ressucita” e a morte de João Ligeiro.
* Roque Santeiro é, até hoje, a segunda novela de maior audiência da história da televisão brasileira, tendo uma média geral de 74 pontos de audiência, segundo dados da própria Rede Globo. Precedido apenas de Selva de Pedra com 75 e seguido de Vale Tudo com 68.
* Destaque para as excelentes trilhas da novela que criou fato inédito até então. Foram lançadas duas trilhas nacionais da novela, devido ao sucesso dos temas.
* A telenovela também foi exibida em Portugal e em Angola, onde deu nome ao mercado aberto de Luanda.
* Na primeira versão da telenovela, em 1975, o padre Hipólito se chamava padre Honório, sendo interpretado por Milton Gonçalves, e o bandido Navalhada se chamava Trovoada, papel de Rafael de Carvalho.

Prêmios
Troféu APCA (1985)

* Melhor Novela
* Melhor Atriz – Regina Duarte
* Melhor Ator – Lima Duarte
* Revelação Feminina – Cláudia Raia
* Melhor Texto de Novela – Dias Gomes e Aguinaldo Silva

Troféu Imprensa (1985)* Melhor Novela
* Melhor Atriz – Regina Duarte
* Melhor Ator – Lima Duarte
* Revelação do Ano – Cláudia Raia (empate com Tetê Espindola)



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HISTÓRIA DO ROCKABILLY.

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história do Rockabilly.




Para chegarmos ao rockabilly, antes precisamos entender que esse gênero musical norte-americano, de forte repercussão durante os anos 1950 (ainda hoje muito ouvido e enaltecido, salve, salve!), é um amálgama do rock n' roll e do hilbilly. Sim, nosso bom e velho rockabilly é filhote da música country!

Hillbilly, para quem não conhece, é um termo utilizado para designar as pessoas que vivem nas regiões rurais montanhosas nos EUA, locais como Tennessee, Kentucky e Carolina do Norte, por exemplo. O termo acabou ganhando terreno e igualmente designando a cultura desses povos, como sua música, dança, estilo de se vestir e outras manifestações do gênero.

A criação do rockabilly nasceu, portanto, da fusão do bluegrass, da country music, do hillbilly, da cultura redneck (muitas designações que levam ao mesmo lugar!), com a boa e velha guitarra elétrica, dando uma levada mais acelerada às musicas.

Os principais representantes que precederam a invenção do rockabilly (e contribuiram para ela!) foram Bill Monroe, Bob Willis & Texas Playboys, Hank Willians (importante cantor do universo country), Merle Travis, Chet Atkins, Carl Perkins, Bill Haley entre outros.

Como citado anteriormente, o ritmo que se consolidou nos anos 50, começou sua trajetória ainda nos anos 20, quando o blues e a música country estreitaram seus laços. Durante os anos 30 e 40, com o surgimento do western swing, o vocal country se fundiu à steel guitar das big bands de jazz, aproximando a cultura branca e negra norte-americana, sabidamente separada por questões de segregação racial vigentes no país.

Com o surgimento do boogie woogie, os artistas da música country se enveredaram nessa brincadeira de fusões e criaram o seu hillbilly boogie, aproximando ainda mais as iniciativas musicais que surgiam na época daquilo que viria a ser o rockabilly.

Após a segunda guerra mundial, os artistas, em experimentos musicais, passaram a explorar uma sonoridade mais pesada, mais carregada de instrumentos elétricos. Entre eles estava Fred Maddox, considerado por alguns estudiosos do gênero como o oficial predecessor do rockabilly.

Bill Haley, por sua vez, experimentava um estilo também baseado nessas misturas de gêneros musicais, sem a pegada country, mas "eletrificando" suas anteriores influências de blues e da música gospel negra, criando aquilo que ficou conhecido inicialmente como jump blues, mas que viria a se desenvolver para o rockabilly autêntico, visto que Rock Around The Clock, um de seus maiores sucessos, é também uma das músicas mais conhecidas do universo rockabilly. Pegando carona no estilo de Bill, logo outros artistas investiram nisso, como Little Richard e Chuck Berry.

Em 1954 o termo rockabilly foi oficialmente instituído, passou a ser utilizado para designar músicas que misturavam a o estilo country dos brancos e o som dos negros, e ganhou asas definitivamente. Instrumentos como baixo, bateria e violão se fundiram às guitarras elétricas.

E logo veio um jovem branco com voz de negro, com costeletas, ostentando um grande topete e usando ternos extravagantes. Fazia uma dança acelerada e insinuante, que chegou a ser considerada sexual, pela sociedade pudica da época, e estremeceu as estruturas do universo do rock. Elvis Presley se tornou o embaixador do rockabilly, e ainda nos dias de hoje é um dos ícones desse movimento.

Outro grande artista que ganhou expressão no gênero, transitava livremente entre dois mundos, Johnny Cash, nasceu no universo country e também aportou no nicho rockabilly, tendo seu trabalho enorme repercussão em ambos os estilos durante toda sua extensa carreira de quase 5 décadas.

Com a chegada do rock progressivo no final dos anos 60, que perdurou também nos anos 70, posteriormente vindo outros estilos nas décadas seguintes, o rockabilly perdeu força e repercussão, voltando a ser revisitado nos anos 90 e mantendo-se na atualidade como forte referência para outros estilos musicais, além de ser eternamente reverenciado pelos saudosistas adoradores da boa e velha cultura oldschool!


Bill Haley - Rock Around The Clock (1956)
 
 
O gênero surgiu quando a música produzida pela comunidade negra nas igrejas, com guitarra elétrica e percussão, saiu do ambiente sagrado e passou pelo blues, pelo boogie e demais estilos até se transformar no rock. O Rockabilly trouxe muitas influências da música country e western, além do blues e o bluegrass – o cantor Carl Perkins costumava dizer que o estilo era um “blues com uma batida country”.
Denominada um “pré-rock caipira”, essa vertente tem sua história delineada pela inovação do hillbilly (música country americana influenciada por composições irlandesas) e como a nova música seria vendida. A origem do rockabilly está muito relacionada a uma pequena gravadora na cidade de Memphis: a Yellow Sun, de Sam Phillips, que mantinha uma linha de produção composta apenas por artistas negros que tocavam blues, como as bandas Chess in Chicago e RPM on The Coast. No entanto, quando Elvis Presley procurou a Yellow Sun para gravar em homenagem a sua mãe a música That’s All Right, por U$3,89, Sam abriu uma exceção. Mais tarde, aquele desconhecido jovem branco seria coroado como Rei do Rock. Depois disso, outros músicos brancos foram aceitos por Phillips: Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Charlie Rich, Roy Orbison (The Big O), Sonny Burgess, Warren Smith, Onie Wheeler e Malcolm Yelvington.
Apesar da cidade de Memphis, Tennessee, ter se tornado a capital do rockabilly, no sul, mais artistas se aproximavam do estilo. Na Califórnia, Ricky Nelson, graças ao seu guitarrista James Burton, de Louisiana, passou a fazer parte dessa estatística que, aliás, era predominantemente composta por homens – com exceção da cantora e guitarrista Wanda Jackson.
Também conhecido como cat music, o rockabilly era o subterfúgio de jovens que desejavam fugir do padrão musical seguido pelos pais. E esse caminho era novo, porque não chegava a se comparar ao primeiro hit rock, a canção Rock Around the Clock, de Bill Haley and his Comets, nem com o som feito pelos cantores Rou Acuff e Ernest Tubb: era, na verdade, uma fusão desses artistas.
Tecnicamente, a sonoridade do rockabilly segue um ritmo uptempo (acelerado), acentuadas batidas da percussão e o slapped bass (efeito de vibração da corda do baixo elétrico após ir de encontro aos trastes e à escala do instrumento). Essas características foram bem demarcadas pelo trio formado por Elvis Presley e Scotty Moore nas guitarras e Bill Black no baixo. Não só esses instrumentos se inseriam na cena rockabilly, mas também a bateria e o piano, bem representado por Lewis.
Outro efeito inserido nas músicas veio de experimentos realizados por Sam Phillips junto de Leonard Chess. Em Chicago, os dois usaram canos e a acústica de um banheiro para criar eco. Os críticos da época costumavam dizer que o efeito ecoado era uma maneira de disfarçar falhas no vocal, além de muitas vezes deixar a letra das músicas indecifráveis.
No entanto, as canções rockabilly não tinham em suas palavras um grande significado. Muito freqüentemente, os temas eram brincadeiras de criança, marcas de roupa, rimas infantis e grandes abstrações que chegavam a compor odisséias no espaço. Esses tópicos podem ser conferidos em música como Put Your Cat Clothes On, de Carl Perkins; Be-Bop-a-Lula, de Gene Vincent; Ooby Dooby, de Roy Orbison; Tongue Fred Joll, de Charlie Feathers; Flyin’ sauces Rock’n'Roll, de Lee Riley and the Little Green Men.
Já o canto era basicamente composto por espasmos, repetição de sílabas e vibrações vocais, como em Baby Let’s Play House, de Elvis Presley. Outros artistas como Buddy Holly, Freddy Fender e Narvel Felts também seguiam esse estilo em seu canto.
O rockabilly montou sua imagem como um representante da rebeldia e também do jovem espirituoso. Seu início está marcado pela figura de Elvis, não somente por sua qualidade como artista, mas pela notoriedade que conseguiu ao redor do mundo. Sua maciça influência, presente até os dias de hoje, levou Ricky Nelson, em 1957, a fazer um rockabilly de subúrbio, levando consigo o repertório e o sorriso de Elvis. Já Gene Vincent, um ano antes, preferia trazer de volta o jovem Presley, com seu grande e brilhante topete.
O desaquecimento do rockabilly veio com uma série de fatores envolvendo os maiores representantes da cena: em 1958, Elvis entrou para o exército; o escândalo do casamento de Jerry Lee Lewis com sua prima Myra Gale Brown de 14 anos; o acidente de carro sofrido por Carl Perkins, em 1956, e a queda na venda da canção Blue Suede Shoes; o acidente de táxi, em 1960, que provocou um grave dano numa das pernas de Gene Vincent e a morte de Eddie Cochan, noivo da compositora Sharon Sheeley, que também estava no veículo.
Quase todos os artistas voltaram a ter a mesma vida de antes da fama. Sonny Burgess, por exemplo, passou a trabalhar como caixeiro viajante. Outros quiseram voltar com a música gospel e country e ainda havia os persistentes Billy Lee Riley e Warren Smith, que se mantiveram no rockabilly. No fim, o rock ficou entregue a bandas como Beatles, Elton John e Gary Stewart. Novas vertentes nasceriam e mais músicos tornariam-se o sucesso de décadas e gerações.
 
 



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